quinta-feira, 7 de junho de 2012

Saudade II



Saudade do vinho
do riso
do abraço




Saudade de mim
Saudade de ti
Saudade de nós

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Casulo

                  







"No fundo, é isso, a solidão: envolvermo-nos no casulo da nossa alma, fazermo-nos crisálida e aguardarmos a metamorfose, porque ela acaba sempre por chegar." 

(August Strindberg)

sábado, 2 de junho de 2012

Move on!

Estamos sempre em busca de algo: status, sucesso, dinheiro, amor, felicidade... Mas o que é ideal? Como saber se você não está na direção errada? Como saber se o certo, é o errado para você - ou vice-versa?

Uma palavra responde: experiência!

Os tombos são essenciais e inevitáveis para aqueles que querem encontrar com sua verdadeira essência.

É doloroso e frustante, eu bem sei, se dar conta que desperdiçou seu maravilhoso tempo nadando contra a maré, esperando resultados, e morrer na praia, porque o final foi tão fantasia quanto a convicção inicial que realmente funcionaria desta vez. Destas, das outras e das demais, na verdade.

As vezes nós mesmos procuramos a "vala comum" por ser mais fácil, por ser "o que tem pra hoje para sobreviver" e é aí que suicidamos todo nosso talento, aprisionamos nossos desejos, damos espaço para a infelicidade e demais sentimentos negativistas. Nos vendemos para o senso comum. Palmas!

Apesar da vergonha, ainda dá para colar o emocional com durex. E que bom que é assim! Espaços vazios, berço para a criatividade.

Parafraseando Chico Xavier: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."

E é isso. 


Move on!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Me quero!

Penso ser a hora de tomar novos rumos. Admiro, sinceramente, quem consegue ter uma vida rotineira. Sim, aquela de acordar, tomar café, passar o dia inteiro com a bunda na cadeira, atrás de uma mesa, acomodado, "apagando incêndio", depois voltar pra casa, dormir e...
Pareço cansada? Sim, estou cansada, sufocada em mim. Frustrada.
Administração é uma bosta. Nunca quis trabalhar com isso e eis me aqui: infeliz.
Me pergunto  o porque de não conseguir levar nada adiante?
Sempre quis fazer Filosofia, sempre! 
Será que ainda há tempo?
Aprendi que administração dá dinheiro e mantém.
Mantém vícios, saldo bancário negativo, consumismo, conformismo.
Não quero mais isso. Preciso me sentir útil!
Preciso de espaço. Muito espaço.
Preciso aprender, preciso ensinar, criar, transformar...
Me quero de volta. 
Com ou sem dinheiro, mas me quero feliz.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dancing with Myself

Literalmente é o que tenho feito. Dançando comigo mesma, seja debaixo de chuva, debaixo do sol, no crepúsculo, na penumbra. Anyway, doesn't matter! Há certas coisas, situações, pessoas... que o amor presente é um problema, então o melhor que você tem a fazer é trancafiá-los a sete chaves lá no fundinho do baú de quinquilharias, afinal estas servem, e somente servem, como lembranças. Se foi bom ou ruim, aprender é o que valeu a pena, não é mesmo? That's it! Essa louca escola que é a vida.  Deixe estar, apenas.

Brindemos, pois: tim-tim!





terça-feira, 10 de abril de 2012

Vitrine

(In)sanidade, cheiro, voz
Presos ao subjetivo da mente
Trancados no escuro do tempo
Pensamentos que voam
Olhos que cegam
Sopros que apagam
Vida que morre





quinta-feira, 5 de abril de 2012

Relatos de um Bar

Houve uma época em que a minha casa se chamava Taliesyn. Minha, da Buh e da Gabe. Nossa.
Nossa! Em meio a paredes coloridas, enfeitadas com quadros da mais pura estirpe dos gigantes 60's, assoalho, luz baixa, mesas e cadeiras de genuínas madeiras mostrando que voltar ao tempo é possível, foi belo.

Éramos três Pennylanes, carimbadas, trio ternura!

Conhecemos gente, apelidamos pessoas sem nome que também batiam ponto na caderneta, bebemos, rimos, dançamos. Apreciamos cenas inusitadas, danças contemporâneas, jogos de xadrez, jogos da verdade. Fizemos arte com bolachas de cerveja! Várias delas...devem existir ainda, ao menos na memória.

Venom, bebidinha infernal = R$ 2,50
Será que bebemos?  4 doses, 10 pila! Nunca soubemos a fórmula. Nunca ganhamos uma garrafa de Jack Daniels. Frustração. Me lembro do gosto peculiar, com notas de abacaxi (tinha abacaxi?)

Cai por terra, por vezes, no sofá vintage envolto na capa roxa, no baú (sim, abri o baú... tinha travesseiros e coberta para aninhar alguém), na mesa, na escada.

Podíamos ficar onde quiséssemos. Éramos livres para criar, éramos livres para ser. Presenciamos a subjetividade de cada ser e o respeito as diferenças alheias. Não julgávamos: riamos de situações. Estar certo era estar errado. Estar errado era o certo. Cada um e seus universos independentes.

Me perdi. Me encontrei. Me afastei. Me ajudaram a voltar. Conversei sobre morte (me chamaram de sábia, ganhei uma cerveja), sobre vida, sobre sexo. Quase casei o pica-pau com a cabeça de manequim (Ritinha o nome dela, confere?), mas me perguntaram lá pelas tantas se ela não seria muito cabeça para ele.

E foi assim: filosofias filosofais, cervejas, pastelão de camarão, pão McCartney, velas, fumaça.. all night long, all friday night, all satuday night live!

Música como entorpecente principal.



terça-feira, 3 de abril de 2012

Cordas

E eu ouvi as cordas
vi os flashes
meu filme!
Lembrei
Sorri
Chorei
Mas eu Vivi.
E continuo vivendo
Sobrevivendo
Sobre viver

domingo, 1 de abril de 2012

Simples assim!

Quem quer procurar, procura

Se a vontade é mais forte que o orgulho,
ir atrás não é um problema, não é vergonha.
É ter coragem de assumir vontades.


Quem quer ser achado, se faz achar

Estar disponível, ocupado, invisível...tanto faz!
A vida real  também é feita de status, altos e baixos
E em ambos os casos  a decisão é sua de se fazer presente, mesmo ausente.



Só é abandonado o que quer ser abandonado

É assim mesmo: ambíguo.
Só há abandono se o sujeito ativo quiser abandonar
Só há abandono se o sujeito passivo quiser abandonar-se
Não é um regra, mas diz bastante coisa.

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domingo, 18 de março de 2012

Das coisas que não entendo.

A bem da verdade é que não existe controle para certas coisas, principalmente para alguns pensamentos que vem e vão. É difícil matar quem está vivo, é difícil manter-se 100% quando falta algo. Mesmo que este algo seja sua própria criação...um sofrimento sozinho.

Eu fecho meus olhos e vejo um coração com um buraco tampado com uma fina película, que facilmente se rompe e sangra. Isso irá parar algum dia?


sábado, 10 de março de 2012

Dor





A dor não dói mais quando se aceita viver,
 [quando se descobre o porquê
A dor não dilacera: fecha ciclos e abre caminhos!


sexta-feira, 2 de março de 2012

Para pensar...



"O salgueiro que se curva à tempestade frequentemente escapa melhor que o carvalho que resiste a ela; e assim em grandes calamidades, algumas vezes acontece de espíritos frívolos e levianos recuperarem sua elasticidade e presença de espírito mais rapidamente do que aqueles com caráter mais nobre."
 (Albert Schweitzer)