domingo, 6 de janeiro de 2013

Relatos de Cozinha

Hoje decidi cozinhar como terapia, apesar de não ser muito boa nisso e sujar mais louça que um restaurante inteiro.

Pois bem, fiz hambúrguer de soja, grão-de-bico, hummus e arroz a grega, só que:

1) Me passei nos temperos do hambúrguer, porém além de bonitinho, ficou comestível. O que é um grande feito. Veja foto:


2) Me perdi no sal do grão-de-bico, além dos problemas de socialização com a panela de pressão. Dobrou o tempo de cozimento. Desaconselhável para pessoas com pressão alta.

3) Esqueci de colocar azeite no Hummus e acho que exagerei um pouco no alho. hahahaha. Mas enfim. Dá para comer.

4) Arroz a grega: sem comentários. Ficou supimpa. ^^

Nada mal para uma primeira vez mais elaborada. O importante é nunca desistir, né? E praticar... principalmente. Um dia chego lá. Servidos?

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sem fórmulas.

Então é assim que as coisas funcionam: o amor não tem fórmulas.
Vai e vem, carregado pelas ondas do mar.
Ruim para que está na areia... esperando silenciosamente.
Mas há de chegar.
Antes que anoiteça, antes que amanheça. Quem saberá quando?
É estranha essa relação de não se saber de nada.
A gente entristece com a chuva que cai, com o sol sem guarda-sol, mas continuamos ali.
Na areia.
No mesmo lugar.
Como criança inocente.
Triste, rindo e acreditando que o que é verdadeiro volta.
E permanece.



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Transição

Mais um ano que se vai e lá vamos nós para a listinha, reflexões e etc.
Não tenho muito o que falar. Só sei que sobrevivi ao maremoto que foi minha vida.

Cirurgia, sentimentos parecendo cachorros levando o dono pela rua, brigas em família, stress, trabalho entediante, psicanálise, amizades... tive vontade de desistir inúmeras vezes.

2012 foi marcado por grandes tristezas e lágrimas; quase que desaprendi a sorrir. 

Mas eu estou aqui, então tudo valeu a pena. Cresci. Me desliguei. Consegui meu tempo off. As coisas são mais claras agora.

Eu sei para onde quero ir, agora é seguir adiante e ver no que vai dar. 

Poucos me entendem, pouquíssimos. Mas não me importo mais. O que importa é o que importa para mim, e as pessoas que se importam verdadeiramente com isso. Simples e bem melhor que seja assim.

De agora em diante, menos vícios, mais saúde, mais amor, mais metas, foco e responsabilidades. 
Um pouco de diversão e viagens também. Para fugir da rotina...

Que venha 2013: é para o futuro que se olha!




segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Ho Ho Ho

E aqui estou mais um ano: eu, um coração cheio e uma casa vazia.
Difícil é não partilhar, é não ter uma mesa cheia para fraternizar.
Ligo as luzes do pinheirinho que montei com tanto amor e espero, iluminando o caminho do bom velhinho, esperando ouvir os barulhos dos sinos.
O Natal acontece em mim; eu celebro a vida, a esperança, mas nessas datas, uma casa vazia é sempre uma casa vazia. E o amor, por mais que exista, nada pode fazer.

Então, nobre leitor, mesmo sem Ho Ho Ho, lhes desejo Feliz Natal, porque ignorar a mágica desta data, por mais introspectiva e triste que possa ser, é fazer seus sonhos morrerem.

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Sustentabilidade

Em tempos em que o termo sustentabilidade toma conta das redes sociais, formando novas estruturas e apresentando conceitos sobre preservação ambiental, me questiono: o que vivemos tem sido sustentável?

Para ser mais clara: estamos criando uma nova forma de pensar, buscando autoconhecimento, desenvolvendo o progresso em nossas vidas?

Sustentabilidade está em tudo.

Não adianta abraçar uma causa apenas para seguir o fluxo, pelo contrário, a conscientização precisa  partir de você, do seu íntimo. Ter coragem de mudar e assumir sua nova postura de forma firme e consciente.

Tudo é reflexo.

"Quando você muda, o mundo muda com você". 

Faça sua parte e seja feliz!


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Álcool, um mero coadjuvante

Parei de beber. Decidi dar férias para o meu amado fígado. Temporariamente, é claro.

Depois que a gente leva um choque da vida, é que consegue se dar conta que algumas coisas são opcionais, assim como o sofrimento procurado e achado.

A idade também vem reforçar este sentimento.

Devemos ficar alegres pelo prazer de estarmos alegres, em harmonia com o todo.

Fingimentos serão desclassificados. Mais cedo ou mais tarde.

Beber não é um paliativo decente para a solidão e a tristeza.

Solidão e tristeza são domados com amor, boas conversas, pequenos prazeres. Seja qual for a fonte.

Faça terapia, leia bons livros, fique no casulo. Mas não esqueça que o mundo vive lá fora e que uma hora precisamos sair e voar.

Tenha metas, novas perspectivas. Aprenda a olhar o mundo sem imagens retorcidas.

Que o vinho, a cerveja e os afins, sejam apenas meros coadjuvantes.

O papel principal é você.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Conto da Panelinha

É inacreditável como alguns fatos acontecem num pano de fundo que parece sem importância.
Muitas vezes a mensagem que emitimos parece falada ao vento, se dissipando em movimentos circulares para o além e, talvez, voltar.
Me surpreendi.
Em meio a frases soltas sobre amenidades, fui percebida. Fui lida.
A ficha travou e caiu horas depois.
Uma panela. Sim. Uma linda panelinha me deixou em transe.
Não ela, a matéria, mas o cuidado ao escolher, a interpretação genuina dos meus sinais, o invisível visível só a quem é sensível. 
Isso é lindo.
Dormir e acordar sorrindo, pronunciando suavemente uma panelinha. 
Tudo acaba doce agora, assim como começou, assim como sempre foi.
A diferença são 3 colheres adicionais de leite condensado, achocolatado em pó, manteiga e amor.

~


[OFF] Pessoal

Começo este post não sabendo o que escrever; na verdade, penso que desaprendi. Parece que as coisas, os meus conhecimentos, estão presos dentro da minha cabeça.

Preciso praticar mais.

Nos últimos meses, desde que fiz a cirurgia, minha vida se resume uns 80% em leitura. Virei uma devoradora de livros e graças e eles consegui sair de algumas ciladas... mas e aí?

E aí que mesmo com tanta leitura, parece que escrever virou tortura. Nunca é o suficiente.

Como lidar?

Sou, pois, escrava em mim...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Desabafo III

Sabe, eu não queria muita coisa de você.

Me contentaria com sua companhia agradável, nossas conversas, um vinho, observar o mar... mas não sem carinho, afeto. Não consigo mais. Não consigo nem mais olhar para você nos olhos, na verdade, pois parece que é proibido.

Antes de dormir é que eu sinto sua falta e fico triste. Todos os dias é assim antes de dormir; então viro para o outro lado, ignorando meus sentimentos e inventando outras estórias em minha mente, até o sono vir e eu ir embora com ele.
Mas eu não queria ir embora, na verdade.Eu não queria ir a lugar nenhum.

Queria apenas o que você não quer me dar. E eu mato todo dia um pouco de esperança, um pouco de amor, um pouco de confiança, poesia... um pouco de tudo de mais bonito que sinto por você. 

Talvez quando tudo estiver morto de verdade, eu possa virar as costas e não mais voltar. E quando você perceber, será tarde demais.

~

Explicando o inexplicável

Não puxo assunto, porque me pergunto o motivo que me rodeias.

Esse jeito meio bicho-grilo com responsabilidade é o que me confunde, me cativa.

Não há graça se não houver mistério, se tudo parecer ensaiado, com respostas prontas.

Enquanto não forem encontradas as palavras certas, o melhor é o silêncio.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Lunático

Sonhos doces
sonhos azuis
suaves como a seda
belos como a luz

Vou seguindo
os sentidos inebriados
Ouvindo canções, 
poesias

E se eu acordar?
E se eu não quiser acordar?
Haverá, pois, como acordar?



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Destino

Cansei das peripécias da vida
Deste tal de esperar 
[a Dona Felicidade que insiste em não chegar
Tempos difíceis

A luta não cessa
É dor da alma aqui
Machucado na pele acolá

Isso precisa mudar
Isso precisa mudar
[...]